Netflix pode descobrir quem compartilha senha

Compartilhar a senha do Netflix com um amigo, familiar ou até mesmo com o parceiro é algo bem comum, afinal, isso possibilita dividir custos e todos podem curtir o conteúdo numa mesma conta. Mas a empresa britânica Synamedia acredita que não é bem assim. Recentemente, na CES (Consumer Eletronics Show, uma feira eletrônica anual em Las Vegas), a empresa revelou uma nova inteligência artificial, que utiliza machine learning para identificar senhas compartilhadas entre usuários.

Na prática, funciona mais ou menos assim: uma plataforma de streaming compra o acesso à plataforma da Synamedia, que irá analisar os dados de todos os usuários – e isso inclui informações que vão do local de acesso à conta até o tipo de conteúdo que está sendo assistido e o dispositivo que está exibindo-o. Depois, a inteligência artificial irá procurar por padrões que possam indicar uma senha compartilhada. Por fim, o provedor irá receber o número da probabilidade de o sistema ter encontrado alguém burlando as regras.

Um padrão comum de ser identificado seria usuários de uma mesma conta estarem assistindo determinado conteúdo em dois locais diferentes e distantes ao mesmo tempo. Mas o que pode acontecer após a identificação dos vários usuários utilizando a mesma senha?

Isso ficará a cargo do provedor de serviços. Em casos extremos, ou seja, caso as credenciais tenham sido vendidas para múltiplos usuários online, cancelar as contas irá resolver o problema. Caso aconteça algo mais inocente – como uma família compartilhando uma senha, por exemplo -, é mais provável que o dono da conta receba um e-mail sugerindo que utilize uma assinatura premium.

O uso de machine learning é interessante para as empresas de streaming, já que há padrões para serem notados em uma quantidade enorme de dados, podendo assim filtrar melhores conteúdos para seus clientes. Além disso, os padrões de consumo dos usuários estão em constante mudança; o que as pessoas assistem – e, claro, como assistem – são aspectos que têm mudado bastante nos últimos anos. 

Fontes: Tecmundo/The verge